Em
visita às obras contata-se que o Edifício San Marco
até o 5o e o Edifício San Filippo até o 9º
. Todos os subsolos estão parcialmente executados.
Em ambos, o que mais se destaca é a aparente ausência
de um sistema de enrijecimento que faça face aos esforços
horizontais.
As
estruturas são constituidas de pilares e laje lisa nervurada,
havendo poucas vigas de amarração o que significa provavelmente
pouca rigidez a esforços horizontais.
A solução para atender tal exigência costuma ser
a utilização da caixa de elevadores e da escada cujo
enrigecimento traz a necessária resistência aos inevitáveis
desaprumos de construção e à ação
do vento.
Assim,
suspeitando-se conforme acima já registrado da ausência
ou deficiência de um tal sistema estrutural resolveu-se analisar
os projetos com o objetivo de se avaliar seu grau de estabilidade.
Pela
Norma Brasileira a velocidade básica do vento no Rio de Janeiro
é de 35 m/s medida a 10 m de altura em terreno plano.
A
Norma Brasileira distingue a rugosidade do terreno e as dimensões
da estrutura para o que utiliza diversos coeficientes.
Para
os edifícios em questão, estes coeficientes devem ser
calculados considerando-se a rugosidade IV da Norma Brasileira ( consideração
favorável ) e uma edificação classe C.
Com
isto chegou-se a pressões básicas de 0,48 KN/m²
a 74 m. aumentando até 0,81 KN/m² a 74 m.
Com
vento soprando sobre a fachada maior, a ação total do
vento é de 2.217 KN aplicada a 42,5 m de altura.
Com
vento soprando sobre a fachada menor, a ação total do
vento é de 1.122 KN aplicada a 42,5 m de altura.
Como
se vê, reforços apreciáveis.
Para
cada uma das duas direções, considerando-se pórticos
constituidos de pilares e vigas rigidamente ligados ou mesmo pilares
e lajes quando estas de pequeno vão.
Levados
os dados acima colhidos, ao computador e submetidos ao programa GT-STRUDL,
verificou-se que os esforços nos pilares são bem suportados,
Já as vigas de contraventamento tem amarração deficiente
comprometendo o funcionamento em pórtico do sistema.
a)
Na direção transversal do prédio:
Melhorar
a ligação das vigas nos pilares reforçando assim
8 dos pórticos analisados ( que apresentam deficiências
) e criando duas paredes nos poços dos 4 elevadores das extremidades
dos prédios.
b)
Na direção longitudinal:
Devido
a deficiência dos pórticos pareceu-nos mais simples enrijecer
o poço dos dois elevadores centrais criando uma parede que
amarre os pilares existentes. Além disso propõe-se a
execução de um sistema de contraventamento entre os
pilares das caixas dos elevadores das extremidades com os pilares
confrontantes, aproveitando as paredes de alvenaria previstas ( serão
quatro contraventamentos ).
Na
parte da estrutura a ser executada, serão introduzidas armaduras
adicionais para combater adequadamente os esforços horizontais.