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Encol para vítimas e leigos |
A
Empresa
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III. A EMPRESA A ENCOL foi fundada em 27 de julho de 1961 pelo empresário capixaba Pedro Paulo de Souza, que gosta de dizer que tudo come-çou com o capital equivalente a um fusca. Nascido em Alegre, no Espírito Santo, filho de um comerciante de café, estudou engenharia no Rio de Janeiro e, depois de forma-do, mudou-se para Goiânia, onde montou uma fábrica de tacos. O grande salto de Pedro Paulo foi em Brasília, para onde mudou em 1969. Lá, enriqueceu com o grande negócio da época * espe-culação imobiliária * participando de licitações públicas, praticamente atuando como intermediário na venda de lotes, tendo como seu funcionário, Wigberto Tartuce, depois eleito deputado federal. Quando já estava evidente a quebra da Encol, os jor-nais publicaram notícias de que, em 1973, a ENCOL trocou apartamentos de luxo por terrenos públicos subfaturados, que pertenciam à Sociedade Habitacional de Interesse Social, SHIS, órgão do governo do Distrito Federal encarregado de construir habitações sociais. Segundo denúncia da época, os apartamentos de luxo da ENCOL começaram a ser ocupados por amigos do então governador, Hélio Prates da Silveira, mas a Justiça acabou desfazendo a maior parte das permutas e a construtora foi proibida por algum tempo de participar de operações com a SHIS, a grande contratadora de então. Com a inflação galopante, a Encol introduziu um sis-tema de autofinanciamento de seus imóveis, para evitar a intermediação bancá-ria, arrecadando importâncias mensais que aplicava livremente no mercado fi-nanceiro. No início da década de 90, a ENCOL consolidou-se como a maior construtora do país, tendo entregue mais de 100 mil unidades, na maioria apartamentos residenciais, mas também salas comerciais, e não havia comprador de imóveis que não apostasse na solidez da empresa. Dada a escala obtida, a empresa passou a fabricar seus tijolos, revestimentos, pisos, e portas, formando-se, então, um grupo de empresas, todas controladas pela ENCOL S/A - ENGENHARIA, COMÉRCIO E INDUSTRIA. Até onde se tem notícia, na data da concordata o gru-po reunia as seguintes empresas:
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