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Encol para vítimas e leigos |
1998
- Compasso de Espera
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1998 - COMPASSO DE ESPERA Com a concordata, os controladores da empresa já haviam sido afastados e em seu lugar sucederam-se fantoches preparados para levar adiante o plano de esvaziamento da massa falida, agora sob a supervisão de um comissário, o Banco X. Veja o pedido da encol e o alvará para escrituras Quando a juíza de Brasília soube do pedido de con-cordata, logo tratou de chamar a si a competência para apreciá-lo, mas as difi-culdades começaram com o parecer do Ministério Público Federal, cujo entedi-mento acadêmico acabou por reclamar do critério legal de distribuição de com-petência para o caso, reconhecendo a competência do juízo de Goiânia curvan-do-se à jurisprudência do STJ em relação ao que seja principal estabelecimento do comerciante. O cofre com os documentos sobre a auditoria do Con-selho Fiscal do Banco do Brasil a respeito do caso Encol sumiu na noite de quinta-feira 18 de março de 1999. A auditoria teria concluído que as irregularida-des na concessão de créditos para a Encol não foram culpa da agência DF, mas da própria direção do banco. Enquanto isso, começaram as encrencas no convívio entre técnicos e pefelistas na Caixa Econômica Federal. Braço direito de Sérgio Cutolo na instituição, a ex-todo-poderosa diretora da área financeira Sandra Ta-vares não precisou de muito tempo para ter o tapete puxado pelo seu sucessor, Emílio Carazzai. Nomeado por pressão do PFL, Carazzai compôs a nova direto-ria com nomes do mercado e começou a assombrar o castelo com o fantasma da Encol. |
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